Esclarecimentos sobre a demissão coletiva do Núcleo do Dirceu

O Núcleo do Dirceu traz, a quem interessar, um resumo das razões que levaram ao seu pedido de demissão coletiva. Todos os fatos e opiniões abaixo referem-se aos três meses de negociação (jan-mar 09) entre a nova gestão da
Fundação Cultural Monsenhor Chaves e o
Instituto Punaré (Pessoa jurídica que representa o Núcleo do Dirceu), quanto à continuidade do projeto
Centro de Criação do Dirceu / Núcleo do Dirceu dentro do
Teatro Municipal João Paulo II, em Teresina, Piauí.
FATOS O novo secretário de cultura declarou abertamente, em várias ocasiões, seu desinteresse em qualquer tipo de comunicação, intercâmbio ou diálogo entre o Teatro Municipal João Paulo II e o resto do Brasil e do mundo. Outras de suas declarações são: “Esqueçam essa estória de Núcleo do Dirceu, aos olhos desta Fundação vocês são empregados da prefeitura” “Vamos devolver aquele teatro para a comunidade” “O teatro não tem a cara do bairro Dirceu” “Autonomia? Nem pensar!” “Tudo passará por mim” O secretário também sugeriu que o convênio do
Núcleo do Dirceu / Instituto Punaré com a
Prefeitura de Teresina caracterizava uso abusivo do patrimônio público (referindo-se ao uso das instalações do teatro) e que beneficiava interesses privados, questionando a moral e a idoneidade dos artistas e da diretoria do Instituto. A “legalidade” deste convênio com a prefeitura também foi questionada, desconsiderando-se o fato de que este foi não somente proposto, mas elaborado pela própria prefeitura durante a gestão anterior.
QUESTÕES do Núcleo: Um teatro municipal não deveria ser justamente um lugar aberto, permeável ao trânsito de informação e conhecimento? O uso do nome Núcleo do Dirceu, que representa um coletivo de artistas, não seria um direito básico do grupo? Dirigir um teatro não significa dar uma “direção”? Ao invés de ser apenas uma espécie de gerência administrativa, que cumpre ordens de seu “superior”? O que significaria a expressão: “empregado da prefeitura”? Seria uma pessoa/artista que deve se subordinar totalmente (abrindo mão de seu posicionamento político e artístico) por medo de perder o emprego? Não é estranho considerar que toda a diversidade cultural de uma cidade deve passar pelo crivo de um indivíduo que declaradamente não está aberto a experiências culturais diversas? Se a prefeitura pode ser parceira de empresas privadas em serviços como limpeza pública, segurança, porque não pode com a cultura, neste caso com uma Instituição privada sem fins lucrativos? Se havia de fato alguma irregularidade nesta relação, por que os artistas e a direção do TMJP2 não foram demitidos?
Desenvolvimento é Liberdade. Permanecer é transformar-se. INSTITUTO PUNARÉ / NÚCLEO DO DIRCEU
www.nucleododirceu.com

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